Os 10 filmes sobre música para maratonar no Dia Internacional da Música.

A data de 01 de outubro foi instituído como dia internacional da música em homenagem à história musical. Foi criado pelo Conselho Internacional de Música em 1975 graças a Yehudi Menuhin, violinista e presidente do Conselho. No entanto, foi a Sociedade Internacional de Educação Musical que deu um impulso para a celebração e então, o ano de 1980, declará-lo como o Dia Internacional. Sabe-se que a música é uma forma de arte universal que atravessa as barreiras e que pode unir as populações com um mesmo propósito, por isso é tão importante comemorar esta data.

Nada melhor do que comemorar este dia sabendo mais sobre este universo. Assistir a um bom filme pode ser extremamente prazeroso. Entretanto, quando a música é a protagonista do título, a experiência pode ser ainda mais incrível.

Então conheça as 10 indicações para este dia:

  1. Crossroads

O filme conta a história de um músico classicista, jovem e talentoso, Eugene Martone (Ralph Macchio, ou pros mais íntimos, “Daniel San”) que é apaixonado por Blues. Mesmo sendo severamente reprimido pelos pais e professores, ele sonha em ser um “Bluesboy” e fica sabendo que Robert Johnson gravou apenas 29 canções das 30 que haviam sido acordadas para uma gravadora. Então decide gravar a última música de Johnson, sendo ajudado por um velho amigo dele, Willie Brown (Joe Seneca), ajudando a escapar do asilo. Então os dois partem para a “encruzilhada”, o local onde Brown e Johnson venderam suas almas para o Diabo, a fim de se tornarem grandes nomes do Blues. O filme termina com uma épica batalha entre Eugene e um guitarrista chamado Jak Butler (interpretado por ninguém menos que Steve Vai).

 

  1. Detroit Rock City

Os anos 70 sem dúvida foram regrados de muito jeans, All Stars e Rock n’ Roll. Detroit Rock City não é diferente, conta a história de quatro amigos de uma escola secundária de Cleveland: Hawk (Eduard Furlong), Jam (Sam Huntington), Lex (Giuseppe Andrews) e Trip (James DeBello), que são fãs declarados dos nova-iorquinos do Kiss, possuindo tudo sobre eles, sendo até fãs de uma banda cover chamada Mystery e desejam ir visitar seus ídolos em Detroit. Eles só não têm os ingressos para o show, pois a mãe de Jam, uma religiosa conservadora, descobre a existência deles e decide os queimar. Mas nada poderá impedir esses quatro malucos amigos, em uma jornada rumo ao encontro de seus ídolos. A trilha sonora tem além de Kiss, Van Halen, AC/DC, Black Sabbath e Pantera. Pros fãs do velho e bom Rock n’ Roll, é na medida certa.

 

  1. Gonzaga, de pai para filho

O brasileiro da lista. O filme conta a saga do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, desde sua infância pobre no sertão de Pernambuco até sua fama nacional. Conta ainda também a dura relação que teve com seu filho, Luiz “Gonzaguinha” Gonzaga, também cantor e músico de grande sucesso e sua reconciliação emocionante. Um filme que merece elogios pelas interpretações (principalmente dos Gonzagas) e por mostrar e valorizar um dos mais influentes artistas brasileiros. Quem nunca viu, tem que ver sem dúvida.

 

  1. Whiplash – em busca da perfeição

Andrew Neiman é um estudante de bateria jazz no melhor conservatório americano. Deseja ser tão bom quanto seu ídolo, Buddy Rich. Porém, seus planos podem ser ameaçados pelo rígido professor Terence Fletcher (J.K. Simmons), que impõe duros exercícios à Andrew, que está sempre no seu limite. O filme concorreu a 4 categorias no último Óscar, vencendo em três delas sendo J.K. Simmons eleito melhor ator coadjuvante. Também é um dos filmes pródigos do festival Sundance (assim como Rudderless). Ótimo filme, excelente atuação de Teller e Simmons.

5.      8 Mile

Embora não o sendo, há quem veja 8 Mile como pioneiro na forma como representa o rap no cinema. E essa consideração tem um motivo: é uma história dura, mas esperançosa, sobre a forma como o rap ‘branco’ floresce num meio ‘negro’. Um quebra-fórmulas inspirado na vida de Eminem, que protagoniza e interpreta a canção “Lose Yourself”, vencedora do Óscar de Melhor Canção Original. A magnética performance de Eminem foi muito elogiada naquele ano e ressoa ainda hoje como uma das mais fortes interpretações masculinas em filmes sobre músicos.

6.    Amadeus

O épico de Miloš Forman é cenicamente sumptuoso, tem interpretações do melhor que já se viu na história do Cinema (atente-se na prestação avassaladora de F. Murray Abraham), mas é, na sua génese, uma ópera superlativa, uma playlist ostensiva e orgásmica, um pedaço de arte com carimbo musical que até hoje ninguém conseguiu replicar. Um filme além do seu tempo.

 

7.      I’m Not There

Um dos menos convencionais biopics alguma vez produzidos teve a mágica mão de Todd Haynes. I’m Not There recria seis fases diferentes da vida do nobel Bob Dylan, onde seis diferentes personagens dão corpo a aspetos particulares da sua vida pessoal e profissional. Como não esquecer o imperial desempenho de Cate Blanchett? Ou aquela que foi uma das últimas prestações de Heath Ledger? Ou ainda a cinematografia do cinematografo-fetiche de Haynes, Edward Lachman? E a música, e a música? Este é uma das mais requintadas e complexas obras cinematográficas sobre música. Uma derradeira experiência sensorial.

 

  1. Johnny e June (Walk the Line)

O filme conta a saga do cantor de Folk-Country americano Johnny Cash (Joaquim Phoenix), desde a perda de seu irmão, sua ida ao exército até o seu sucesso avassalador. Conta como conheceu seu grande amor, June Carter (Reese Whiterspoon) e como ela conseguiu enfrentar todos os problemas de Cash, desde casamentos infelizes até seus problemas com drogas. Conta também sobre a saga de Cash, na turnê com Elvis Presley (Tyler Hilton) e Jerry Lee Lewis (Waylon Payne), além de June. Ótima interpretação de Joaquin Phoenix, além de uma trama típica dos grandes músicos rockstars da época.

 

  1. Mesmo se nada der certo

Uma comédia romântica que mostra de forma rápida os bastidores do mercado fonográfico. No filme todos os personagens são perdedores: Dan (Mark Ruffalo) é um produtor musical desempregado e um pai divorciado, Gretta (Keira Knightley) é uma cantora de bar abandonada pelo namorado, Steve (James Corden) é um talentoso músico que vive de alguns trocados tocando pelas ruas, Violet (Hailee Steinfeld) uma adolescente “outside” e desdenhada pelos garotos, e sua mãe, Miriam (Catherine Keener), se dedicou a um amor que não dá certo. Mas diferente das comédias típicas de Hollywood, a ideia não é depois de tudo isso torná-los famosos e grandes vencedores, mas sim mostrar que com o tempo pessoas são capazes de encontrarem a satisfação dentro da sua própria realidade. O filme também mostra de forma superficial e interessante o mundo do music business.

 

10.  Quincy

Um dos documentários mais aclamados da Netflix, Quincy mapeia de forma bem completa a carreira de um dos maiores músicos e produtores musicais da história: Quincy Jones.
O filme mostra desde suas contribuições para o jazz, o pop, o hip hop e o mundo da música em geral. Com 85 anos de idade, o produtor não pára. E para mostrar isso, os diretores Rashida Jones (filha de Quincy) e Alan Hicks acompanharam Quincy por 3 anos enquanto ele se prepara para o show de abertura do National Museum of African American History & Culture.

 

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